terça-feira, 15 de abril de 2014
Lázaro, nos ajude a entender ...
Pegando a mais recente modinha a que fui apresentada, convido você ou o Lázaro ou Criolo ou Djavan para nos ajudar a entender ou apenas a explicar se isso é normal, se isso sempre foi assim e se está tudo bem ...
Se a queda vertiginosa das ações é coincidência, se a queda de 50% nas vendas em SP e 70% nas vendas em BH é uma tendência ... Lazaro, nos ajude a entender o que está acontecendo aqui por favor ...
acima o maravilhoso e antológico momento que gerou a piada e abaixo a parte séria ...
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Humm....
ResponderExcluirArrisco dizer, considerando a minha experiencia profissional no passado, que um distratos na casa dos 20 % do VGV corrente estão dentro do esperado. Sujeito compra no ANO 1 para receber(e pagar) no ANO 3, se não pode/quer pagar faz o distrato, fora os distratos ao longo desse fluxo.
Boa parte desses distratos é venda ruim(sujeito que não pode pagar fiado o que comprou, já no ano 1). Sugiro observar a situação da Eztec, Direcional, Cyrela e a própria MRV. Todas tem equipe de vendas próprias, com exceção da Direcional(quem vende o peixe dela é a própria caixa).
O que eu olharia com carinho(como acionista, credor ou cliente dessas empresas) é o tamanho do endividamento. Na minha opinião tem muita empresa inviável(sem aporte de capital novo) no setor.
Concordo quando diz pra ter atenção sobre o endividamento .... Mas ele não é tb consequência de distratos e ou de vendas mais lentas ??
ResponderExcluirA consequência do endividamento foi o que muitas empresas escolheram quando abriram capital: capital próprio como lastro para dívida corporativa que financiou gastos de administração, compras de terreno e despesas de venda.
ResponderExcluirIsso funciona em mercados onde os preços crescem ano a ano mais de 20% e para operadores que preveem e controlam custos muito bem.
Olha para evolução das Receitas dessas empresas de 2006 até agora, quase nenhuma gerou fluxo de caixa positivo esse tempo todo, só cresceram essa tanto graças essa estrutura de financiamento.
As incorporadoras que tomaram na cabeça foram as que lançaram projetos com muita alavancagem corporativa e combinados com projetos com TIR muito baixa ou projeções de VGV X Despesas irreais. Aí esse gestor com esse tipo de estrutura se preocupou em lançar e vender rápido(VSO elevado), sem muito critério ao escolher o cliente para usar essa entrada de caixa para sustentar novos projetos alavancados dessa forma. Resultado: vem um resfriado ou um erro de cálculo no projeto, a empresa passa a ter dezenas de projetos no vermelho, junto com o endividamento monstro(alô PDG, Viver.......).
Ok. Tem recebível performado(entregue ao comprador com financiamento direto a IGP-M + 12%, mas essa operação quando se vende mal tem muito risco).
A alavancagem do financiamento a produção(grana a TR+ X%) efetivamente financia a obra. Essa é boa, acho razoável separar.
A alavancagem do financiamento a produção(grana a TR+ X%) efetivamente financia a obra. Essa é boa, acho razoável separar. O colateral é o próprio imóvel que está no estoque da construtora e pode ser rolada até a venda com esse custo.