Semana passada acabei de ler o livro do Alexandre e do Giambiagi - Complacência - fica a dica para qualquer pessoa. É o tipo do livro que se lê em um fim de semana e inevitavelmente ao terminar se sabe mais sobre alguma coisa.
Bons gráficos, boas tabelas e principalmente excelentes frases !!!!
Acho que ambos descartam apresentações, desde que você tenha passado pelo Planeta Terra nos últimos 10 anos ... certamente leu , viu ou ouviu algo dos dois. Por que dou tanta moral pro Alexandre ??? São várias as razões, começando porque ele escreve bem (coisa que faz muita diferença pra quem gosta de ler e é muito difícil entre economistas)
2 - ele não faz "média" com seus pares e isso também é raro. Bateu no Tombini quando todos buscavam entender o seu "lado" naquele fatídico agosto de 2011 (a data onde eu acredito que o Brasil assinou a ficha de inscrição pra segunda divisão)
3 - ultimo e mais importante ... inegavelmente pra quem lê o que ele escreve semanalmente em seu blog ou na Folha, ele foi o primeiro com um abismo de distância em relação ao segundo (EU na CBN - porque colava dele na FOLHA) a apontar que o Governo estava indo para o lado errado quando as coisas ainda não estavam dando tão erradas como hoje e mais sempre batendo na mesma tecla, o problema do Brasil é a falta de produtividade do trabalhador brasileiro.
Alguns anos depois, o Governo entendeu e em 5 anos o Belluzzo entenderá o que ele vem tentando dizer ... no fundo, no fundo o que faz a Alemanha melhor que a Grécia é que no mesmo período em que um alemão faz um Mercedes Benz, um grego fez uma lata de azeite e esse assustador exemplo fica claro de porque na Coreia do Sul existe hoje uma Samsung e porque aqui no Brasil existe 550 sindicatos em São Paulo
Abaixo um gráfico que mostra uma coisa interessante ... porque nos tornamos o celeiro do mundo e porque demos certo onde o Governo não atrapalhou. O único lugar onde somos mais produtivos hoje do que éramos e que se tivéssemos portos, estradas, etc, etc, etc ...
Definitivamente o Brasil tornou-se um país caro e não um país rico - em breve tornará- se uma país inviável e isso você perceberá antes de chegar à metade do livro ...




